![]() |
| Créditos: AFP/STR |
A
fagulha que deu início a Primavera Árabe foi a chamada ‘’Revolução de Jasmim’’,
uma onda de protestos na Tunísia logo após o suicídio do feirante Mohamed
Bouazizi, que ateou fogo em si mesmo como um ato de desespero contra as
condições em que a população tunisiana se encontrava. A ação gerou ondas de
revolta extrema, conseguindo mobilizar milhares as ruas, pressionando o então presidente
Zine al-Abidine Ben Ali a deixar o poder que ele detinha há mais de 20 anos. Os
protestos seguiram para o Egito, onde também houve a derrubada do então
presidente, Hosni Mubarak, que estava no cargo desde 1981. Logo após a
revolução atingiu a Líbia, eclodindo em uma série de conflitos que levaram a
morte do ditador Muammar Khadafi, sendo ele o líder da mais longa ditadura do
mundo árabe, completando 42 anos no poder quando foi morto por apoiadores do
novo regime.
A Primavera Árabe também marcou o início do levante na Síria, país que até hoje vive em uma guerra civil assombrosa responsável pela maior crise humanitária do século, esta envolvendo vários atores, o governo de Bashar al-Assad que apesar da revolução permanece no poder, os insurgentes contra o presidente, o grupo terrorista Estado Islâmico que ocupou boa parte do país, bem como as potências do Ocidente que tentam dar um jeito nos conflitos de alguma forma.
A Primavera Árabe também marcou o início do levante na Síria, país que até hoje vive em uma guerra civil assombrosa responsável pela maior crise humanitária do século, esta envolvendo vários atores, o governo de Bashar al-Assad que apesar da revolução permanece no poder, os insurgentes contra o presidente, o grupo terrorista Estado Islâmico que ocupou boa parte do país, bem como as potências do Ocidente que tentam dar um jeito nos conflitos de alguma forma.
Também
houveram protestos menores que causaram leves mudanças em países como Marrocos,
Sudão e Árabia Saudita, além das revoluções não tão violentas que levaram a
mudanças de governo no Yemen e Oman.
![]() |
| Hani Mohammed / AP Photo |
Já nos encontramos quatro anos após o inicio da Primavera Árabe, podendo então dizer que foram grandes e audaciosas as esperanças levantadas pela população de tais países durante suas revoluções, mas que apesar das mudanças ocorridas, democracias e governos plurais não são constituídos de uma noite pra outra. Além de que, por mais antiga que seja uma forma de governo, nenhuma delas está protegido contra revoluções civis, sendo estas um grande instrumento de poder popular capaz de abalar as bases de qualquer sistema, e por fim, apesar das instabilidades ainda claras em vários países pós a Primavera, o mundo Árabe continua caminhando lentamente em direção a sua libertação contra regimes abusivos, independente da forma em que estes venham.


Nenhum comentário:
Postar um comentário